|
DELMA PERDOMO
( URUGUAI )
Delma Perdomo Deniz Delma Perdomo Deniz nasceu día 6/8/1943 em Lavalleja - Uruguai.
Ganhadora do Prêmio Nacional de Literatura em Poesia por seu livro “Decir lo que digo”.
ESPEJOS DE LA PALABRA / ESPELHOS DA PALAVRA 3 (POEMAS EN DOS IDIOMAS –
POEMAS EM DOIS IDIOMAS) Org. Roberto Bianchi. Montevideo: aBrace editora,
203.120 p. Inclui os poetas brasileiros: Angela Togeiro, Brenda Mar(qu)es, Christina
Hernandes, Claudio Márcio Barbosa, Clevane Pessoa, Dymythryus Padilha, Fátima
Sampaio, Fernando Braga, Gacy Simas, Giselle Serejo, Kydia Mateos, Lucas
Guimaraens, Marcelo de Oliveira Souza, Marco Llobus, Marcos Freitas, Maria Angélica
Bilá Bernardes, Mariney Klecz, Neuza Ladeira, Nida Chalegre, Nilza Amaral, Nina
Reis, Noralia de Melo Castro, Novais Neto, Oleg Almeida, Pedro Franco, Roberto
Ferrari, Rodrigo Marinho Starling, Rozelene Furtado de Lima, Tânia Diniz e Tarcísio
Pádua. N. 06 518
TEXTOS EN ESPAÑOL
PALABRAS
De las entrañas nacen
las palabras
como del árbol salen
las hojas nuevas
se vuelve el brote flor
corola de promesas.
A veces nacen muertas
las palabras
el vendaval las barre
como hojas secas.
Sólo forma vacías
sin luz sin fuerza.
Si el poema pudiera
fraguar tornados
vaciar torrentes
inventar utopías
con la palabra
más convincente.
NIDOS FRÁGILES
Los pájaros tiritan
en la lluvia tenaz
bajo hilachas heladas
que cuelgan de las ramas.
Su plumaje embebido
moja el narro del nido
Piando por el sol
anhelan la mañana.
Las parejas tiritan
en sus lechos calientes
aman, dudan temen
las tretas del olvido.
Acechan los matices
que insinúan las palabras.
Imprecisas señales,
trucos de la razón…
Apenas si se atreven
a inventar nuevos soles
que calientan el alma
en marmitas de amor.
TEXTOS EM PORTUGUÊS
PALAVRAS
Das entranhas nascem
as palavras
como da árvore saem
as folhas novas,
torna-se botão em flor
corola de promessas.
Às vezes nascem mortas
as palavras
o vendaval as varre
como folhas secas.
Apenas formas vazias
sem luz sem força.
Se o poema pudesse
criar tornados
esvaziar correntezas
inventar utopias
com a palavra
mais convincente.
NINHOS FRÁGEIS
Os pássaros tremem
na chuva tenaz
debaixo das gotículas geladas
que se penduram nos galhos.
Sua plumagem encharcada
molha o barro do ninho.
Piando pelo sol
anseiam pela manhã.
Os casais tremem
em suas camas quentes
amam, duvidam se temem
as astúcias do olvido...
Espreitam as nuances
que sugerem as palavras.
Imprecisos sinais,
truques da razão...
Apenas se atrevem
inventar novos sóis
que aquecem a alma
em marmitas de amor.
*
VEJA e LEIA outros poetas do URUGUAI em nosso Portal:
https://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/uruguai/uruguay.html
Página publicada em janeiro de 2026.
|